Augusto sempre foi um aluno mediano. Nas provas de exatas, desenrolava-se com certa facilidade, mas diante de um texto, sentia-se como um náufrago em alto-mar. As palavras, para ele, eram apenas sinais gráficos que se empilhavam uns sobre os outros, sem oferecer muita profundidade.
“O quadro não grita. O mundo ao redor é que está gritando, e a figura apenas tenta se proteger. A angústia não está na boca aberta, mas no fato de que ninguém pode ouvi-la. É a solidão de sentir demais num lugar onde todos parecem estar surdos.” Augusto sempre foi um aluno mediano
Quando entregou o papel, Dona Heloísa leu em silêncio, ergueu os olhos e sorriu. “O quadro não grita
No trecho: “O quadro não grita. O mundo ao redor é que está gritando, e a figura apenas tenta se proteger.” A frase de Augusto sugere que: a) O personagem do quadro é o culpado pela agonia da paisagem. b) A angústia representada na obra é externa ao personagem, ou seja, ele é vítima do ambiente caótico ao seu redor. c) O quadro está mudo e, portanto, não transmite emoção alguma. d) O mundo ao redor está em silêncio, e a figura tenta quebrar esse silêncio. É a solidão de sentir demais num lugar